Quase dou por fim nesse blog. Mas talvez alguns “fins” não sejam tão previsíveis assim. Mesmo quando a gente realmente quer um final. Já quis dar fim a tanta coisa que não consegui. Que na verdade eu não queria. Mas entre querer e não querer, não sei. Ando dizendo que está tudo bem para escrever alguma coisa. E sempre que começo escrever algo regularmente entro numa crise de que não me sinto mais tão adequada na escrita. Mesmo quando a escrita me é uma salvação quando não sei o que dizer. Nunca sei o que dizer. Talvez não sabia o que dizer porque eu odeio usar as palavras por usar. Odeio discursos que tem que ser ditos porque se tem esse dever de falar. Gosto de falas com sinceridades, falas de verdade. Não gosto de falas com politicagem. E assim muitas vezes eu me calo. Porque nem sempre eu consigo encontrar a minha sinceridade. Sou exigente com minhas verdades. Não gasto saliva ou minha escrita momentaneamente em crise para discursos que não me fazem sentir. No momento estou sentindo que está tudo bem. É aquele tudo bem que não engloba mesmo o tudo do bem. Mudanças vieram, mas ainda tenho a minha mesmisse. Medo, insegurança, angustia e solidão e uma cacetada de sentimentos que não conseguem ter nomes. Minha listas de medos só andam crescendo. Desde de medo de ficar cega até o medo de não encontrar os meus 10%. Acho até que esses 10% está um número grande pra raridade que são minhas amizades. Sempre achei isso cliche ou talvez sempre tentei fugir disso. Mas minhas amizades são dolorosamente fodas e nem um pouco fáceis de se encontrar. São raras pelas suas exclusividades. Adoro ter encontrado as pessoas que encontrei. E como a graduação já começa a ter um gostinho de fim, já que comecei falando dos meus fins, sinto também o sabor angustiante da perda. Eu digo pra essas amizades que ainda bem que vai doer. E mesmo me fazendo de forte, achando que tudo isso é assim mesmo num quase conformimos de que são coisas da vida. Só que doi pra caramba. Doi fundo mesmo. Ainda estou sensibilizada com perdas. Mas com uma certa experiencia consegui vivenciar uma perda saudável. Perdas que doem na mesma proporção de que tudo foi muito bom. Eu sei que não é legal antecipar sofrimento. Mas é que fins e perdas andam fazendo parte de mim no momento. O que aprendi é que, já que é pra perder que seja uma boa perda. Uma ótima perda. Não tem nada melhor que mesmo perdendo você ainda sente que ganhou muito no coração, ganhou muito em sua vida.
E no fim, ainda não perdi esse blog.
Minha amiga libriana, que felicidade lê-la aqui novamente.
Não tenha medo da saudade, posso garantir que suas amizades não se perderão, pelo menos não a minha, que por mais longe que esteja, encontra-se por perto.
Gosto de pensar na vida como um eterno retorno de Nietzsche. “Viva a vida como se fosse repeti-la por toda a eternidade”. Vejo muito disso em sua preocupação em que dizer, dizer coisas que realmente lhe façam sentindo, lhes façam sentir. Não há fim minha amiga, apenas novos começos.
Inejo sua coragem, uma inveja boa e calorosa.
Abraços fortes!
DW
Olá!
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