Sei que o que estava parado se mexeu. O que não se sentia passou a sentir. Preciso tanto de certezas e regras programadas que é difícil acreditar em qualquer coisa que não consigo visualizar e classificar. Não ando conseguindo ser na minha incerteza. É muito angustiante saber que não sei qualquer coisa sobre mim. O meu maldito controle está em tudo. Ao menos o meu controle sabe que estou sentindo o que não tem nome. E não é novidade sentir o que eu desconheço. Sentir a mim mesma de uma maneira que nem se pode definir. E demorou pra cair a ficha que é meu nome que anda sem denominação nenhuma. Sou eu esse mistério que dói tanto. Ainda que custa em acreditar em algo que chamo de coisa, há uma esperança muito grande em quaqluer coisa que possa me libertar. Tirar um peso de não sei aonde. Acho que sinto tanta raiva. Acho que não ando suportanto qualquer complexidade em mim mesma. Raiva de quem me inventou. Raiva por não saber se alguma coisa precisou ser inventada por alguém. Sinto minha cabeça tão limitada. Sinto tão pequena para grandes procuras. O mais desesperador é se desperar sem entender como e porque. É uma loucura tão grande que me faz sentir degosto, enjoo. Poder vomitar. O meu pessimismo adora tudo isso. Me sinto cansada sem o direito de estar cansada. Com o único direito de estar perdida. Estou perdida. Ando levando minhas sensações. Que poderiam me provar que tantos sentimentos angustiantes vem de algum lugar. De um lugar que é só meu. De um lugar que está mim. Perdida em mim.
Coisa
Abril 24, 2008 por rachcitro
Sei que o que estava parado se mexeu. O que não se sentia passou a sentir. Preciso tanto de certezas e regras programadas que é difícil acreditar em qualquer coisa que não consigo visualizar e classificar. Não ando conseguindo ser na minha incerteza. É muito angustiante saber que não sei qualquer coisa sobre mim. O meu maldito controle está em tudo. Ao menos o meu controle sabe que estou sentindo o que não tem nome. E não é novidade sentir o que eu desconheço. Sentir a mim mesma de uma maneira que nem se pode definir. E demorou pra cair a ficha que é meu nome que anda sem denominação nenhuma. Sou eu esse mistério que dói tanto. Ainda que custa em acreditar em algo que chamo de coisa, há uma esperança muito grande em quaqluer coisa que possa me libertar. Tirar um peso de não sei aonde. Acho que sinto tanta raiva. Acho que não ando suportanto qualquer complexidade em mim mesma. Raiva de quem me inventou. Raiva por não saber se alguma coisa precisou ser inventada por alguém. Sinto minha cabeça tão limitada. Sinto tão pequena para grandes procuras. O mais desesperador é se desperar sem entender como e porque. É uma loucura tão grande que me faz sentir degosto, enjoo. Poder vomitar. O meu pessimismo adora tudo isso. Me sinto cansada sem o direito de estar cansada. Com o único direito de estar perdida. Estou perdida. Ando levando minhas sensações. Que poderiam me provar que tantos sentimentos angustiantes vem de algum lugar. De um lugar que é só meu. De um lugar que está mim. Perdida em mim.
Ah doce humanidade, minha amiga.
As vezes penso que o desespero vem, não de desconher as coisas, mas sim que quando abrimos os olhos e começamos a exergar algo ainda disforme, algo sem foco, como quando acrodamos de manhã e vemos embaçado.
A inquietação as vezes vem porque sabemops que há algo que sentimos, mas que muitas vezes não sabemos por em palavras. A coisa é indizível, inatingível, onde só passamos a sua borda e onde as palavras não atingem. A coisa parece permear tudo, e mesmo assim não a vemos, não a tocamos, mas a sentimos.
Se nos perdemos é para unicamente nos achar-mos. Espero que esse lugar em você seja encontrado, e que se torne confoirtável e aconchegante como uma casa quente no frio.
Saudades de seus textos.
Bjos