Me sentindo tão pequenina. Tão fraca. Com tanto medo. Não sei o quanto há do meu exagero. Só sei que não queria enfrentar nada. Queria mesmo é ficar no meu nada. No meu nada que tem um pouco de tudo. Quer dizer, um lado apenas. Aquele maldito lado que me chama de maldita o tempo todo. O que se dá por fraco, o que quer destruição, o que me quer caída no chão. Como pode me perturbar tanto? Como pode ser tão forte ao ponto de me dizer que não há capacidade como se tivesse como medi-la? Como pode me dizer que não vou conseguir antes de tentar? Antes de me arriscar! Como pode prever tudo de uma maneira tão sombria e triste? Como pode querer acabar com o que me mantêm para frente? Mas sei que tem momentos que esse lado se encaixa tão bem. Parece que tanto pessimismo foi feito exatamente pra mim. Parece que há um prazer negro desse lado bem encaixado nisso. Um lado que diz que não aguenta mais quando se aguenta. Um lado que zomba e não quer ser duvidado. E pior que eu duvido!!! Também há outra chama que duvida muito. Pode ser rebaixada mas se levanta. Também consegue mostrar sua cara. Também gosta de mostrar coragem e se dar por vencedora. Um lado que acha tudo isso uma bobeira e pensa que se auto-garante. Lado mais bonito de se ver e de sentir, que também dá um prazer mais adocicado por existir. Um lado que até consegue mais de minha preferência, pois consegue berrar por vida. Consegue mover meus pés quando se quer parar de andar. Dois lados que não querem perder. E uma briga dos infernos que não me deixa em paz. Um ringue interno pesado para se carregar. E a luta não pode parar. Otimismo contra pessimismo. Vida contra morte. Eu contra eu mesma.
Minha luta
Fevereiro 26, 2008 por rachcitro
Me sentindo tão pequenina. Tão fraca. Com tanto medo. Não sei o quanto há do meu exagero. Só sei que não queria enfrentar nada. Queria mesmo é ficar no meu nada. No meu nada que tem um pouco de tudo. Quer dizer, um lado apenas. Aquele maldito lado que me chama de maldita o tempo todo. O que se dá por fraco, o que quer destruição, o que me quer caída no chão. Como pode me perturbar tanto? Como pode ser tão forte ao ponto de me dizer que não há capacidade como se tivesse como medi-la? Como pode me dizer que não vou conseguir antes de tentar? Antes de me arriscar! Como pode prever tudo de uma maneira tão sombria e triste? Como pode querer acabar com o que me mantêm para frente? Mas sei que tem momentos que esse lado se encaixa tão bem. Parece que tanto pessimismo foi feito exatamente pra mim. Parece que há um prazer negro desse lado bem encaixado nisso. Um lado que diz que não aguenta mais quando se aguenta. Um lado que zomba e não quer ser duvidado. E pior que eu duvido!!! Também há outra chama que duvida muito. Pode ser rebaixada mas se levanta. Também consegue mostrar sua cara. Também gosta de mostrar coragem e se dar por vencedora. Um lado que acha tudo isso uma bobeira e pensa que se auto-garante. Lado mais bonito de se ver e de sentir, que também dá um prazer mais adocicado por existir. Um lado que até consegue mais de minha preferência, pois consegue berrar por vida. Consegue mover meus pés quando se quer parar de andar. Dois lados que não querem perder. E uma briga dos infernos que não me deixa em paz. Um ringue interno pesado para se carregar. E a luta não pode parar. Otimismo contra pessimismo. Vida contra morte. Eu contra eu mesma.
O que dizer senão que são exatamente esses conflitos que nos tornam humano? (desconfie de quem é visivelmente perfeito e sem conflitos)
Minha amiga, há uma chama que precisa ser alimentada, mas que só depende de você alimentá-la. Alimente-a com comida caseira e sucrilhos de chocolate pela manhã, e tenha força confie em você sempre. Eu confio.
Uma figa bem apertada pra você.