Estou na tentativa. Uma tentativa que dá medo. Tentando escrever sobre não sei o quê, que por vezes não vai ser nada além de mim. Esse é o maior medo. Nada além de mim. O que for escrito será gerado por meus pensamentos confusos. Pensamentos de uma mente tão obscura e arteira. Mente de fantasias, defesas, cobranças e tantas coisas que só sente sem definições. Eu na minha mente. E pensando assim é para ter medo mesmo. É engraçado e irônico, medo de si mesma. Medo dos outros seria mais viável. Outros que soa tão mais distante e misteriosa do que eu. Mas na verdade ando estranhando a minha mente, mas ao menos tenho por onde caminhar. Seja o caminho que for, não quero escapar. Quero tentar. E o verbo tentar já trás toda sua esperança e incerteza. Tentar nunca é definitivo e convicto. Tentar tem todas as suas possibilidades de dar certo, meio certo e totalmente errado. Ou um errado que deu certo. Vai saber. Acreditando e se iludindo, tentando. Tentando descobrir o que sinto no meio de tudo isso. No momento me sinto uma ladra de mim mesma com tamanha ousadia que merecia anos de prisão. Não me sinto proprietária das palavras como se elas tivessem donos e permissões para serem usadas. E mesmo cometendo esse auto-crime, estou tentando me permitir escrever novamente. Para mim mesma, a grande questão. O grande medo para me fazer tentar. Mesmo sendo palavras minhas roubadas de minha mente criminosa.
Tentando
Novembro 20, 2007 por rachcitro
Estou na tentativa. Uma tentativa que dá medo. Tentando escrever sobre não sei o quê, que por vezes não vai ser nada além de mim. Esse é o maior medo. Nada além de mim. O que for escrito será gerado por meus pensamentos confusos. Pensamentos de uma mente tão obscura e arteira. Mente de fantasias, defesas, cobranças e tantas coisas que só sente sem definições. Eu na minha mente. E pensando assim é para ter medo mesmo. É engraçado e irônico, medo de si mesma. Medo dos outros seria mais viável. Outros que soa tão mais distante e misteriosa do que eu. Mas na verdade ando estranhando a minha mente, mas ao menos tenho por onde caminhar. Seja o caminho que for, não quero escapar. Quero tentar. E o verbo tentar já trás toda sua esperança e incerteza. Tentar nunca é definitivo e convicto. Tentar tem todas as suas possibilidades de dar certo, meio certo e totalmente errado. Ou um errado que deu certo. Vai saber. Acreditando e se iludindo, tentando. Tentando descobrir o que sinto no meio de tudo isso. No momento me sinto uma ladra de mim mesma com tamanha ousadia que merecia anos de prisão. Não me sinto proprietária das palavras como se elas tivessem donos e permissões para serem usadas. E mesmo cometendo esse auto-crime, estou tentando me permitir escrever novamente. Para mim mesma, a grande questão. O grande medo para me fazer tentar. Mesmo sendo palavras minhas roubadas de minha mente criminosa.
É lindo o que escreve…não deixe que o medo a impeça de realizar o sonho da escrita…dizia Dalai Lama que “se o seu coração é absoluto e sincero, voçê naturalmente se sente satisfeito e confiante, não tem razão para sentir medo dos outros”
Vou estar atenta à sua escrita.